quinta-feira, 4 de junho de 2009

lixo lunar


nem o que está por vir
nem o que se produz agora
é descarte
de tal proporção
que toque
a medida do número
de tuas palavras de engodo.
mais podre sou eu
que te deixei
soprar à minha audição
festivais calculados.
não, meu bem
esqueça (!)
os satélites estão na moda
e não funcionam como antes.
a imprensa marrom
me disse que não devo desistir
pois Maria Madalena,
por muito menos, se recompôs.
acho que ainda sei
a prova dos nove
mas de nada me serve,
visto que o vácuo
ainda me excita
mais a saudade
que teus espasmos de oxitocina.
é tentador utilizar os oblíquos
mas desliza
com menor gravidade
fazer paródias tolas
com tuas metáforas.
os abutres gemeram
que será mais fácil
coletar a ti,
visto que tuas fases
são indistintas
plagiáveis
recicláveis.
"mantenha a cidade limpa."
é lamentável
que ninguém denote
a salmoura que sangra
do teu pedantismo.
se pegadas
queres lascar,
esquece meus psicologismos,
que é aquilo
que te sobras de mim.
nalgum lugar
está preservado
meu voyeurismo dedicado,
que erateu,
e lastimo que agora
o que a ti se destinava
se perdeu e se forjou em
massas flutuantes,
despojos desimportantes.

2 comentários:

Mateus Moisés disse...

A boca do LIXO sempre me atrai.
Mas como todo covarde eu gosto de voltar pra casa e dormir na cama limpinha no fim da noite.
Ossos do ofício!
Ócio fictício.

Por agora,
Mateus Moisés

Bravo disse...

lixo parece ser aquilo que perdeu a referência de tudo mais; aquilo que está vazio de qualquer ser. e eu não saberei gostar do lixo assim, a menos que ele mude, recicle. enfim.